Escola Estadual Pres. Tancredo de Almeida Neves
São Félix do Araguaia – MT
Professoras de Linguagem: Laura Neide de Sousa Ferreira Pinheiro e Nília Santana da Costa Brito
CURTA COM PERSONAGENS DE MASSINHA
TEMA - Leitura e Escrita: a linguagem (verbal e não-verbal): instrumento de construção da cidadania
Introdução
A leitura e a escrita são ferramentas incontestáveis para a inclusão do indivíduo na sociedade, sendo da escola a responsabilidade de sistematizar esses saberes, através de projetos de intervenção que venham a contribuir para o crescimento social do indivíduo.
Quando se fala em leitura e escrita, logo se pensa ser de total e única responsabilidade do professor de língua portuguesa utilizar-se do texto para que haja uma aquisição significativa da linguagem. Entretanto, sabe-se que todas as disciplinas da educação básica alicerçam-se na necessidade de se ter domínio destas ferramentas para que se tenha um pleno entendimento e compreensão do que se pretende na disciplina. Deste modo, reconhecendo sua importância na sala de aula sugerimos como eixo temático do presente plano de aula a representação e comunicação através da linguagem verbal e não verbal, a serem desenvolvidas numa relação dialógica e interdisciplinar na área de linguagem, englobando as disciplinas: Língua Portuguesa, Arte, educação Física, Literatura, Língua Estrangeira, Informática e Comunicação (Educomradio).
Considerando como verazes as palavras de Cristóvão e Nascimento (2006, p.46) que afirmam ser “papel da escola assumir-se enquanto espaço oficial de intervenção para proporcionar ao aprendiz condições para que dominem o funcionamento textual com vistas a sua inserção”, é que nos propomos a trabalhar com as turmas de 1º ano do Ensino Médio, o curta “ A Velha História” baseado no conto de Mário Quintana, como uma das ações do Projeto da área de linguagem que está sendo desenvolvido na Escola Estadual Presidente Tancredo de Almeida Neves em São Félix do Araguaia – MT.
O curta baseado no conto “Velha História” de Mário Quintana é desenvolvido numa seqüência de cenas que comove o telespectador ao assistir, devido a delicadeza que se transmite a mensagem através da utilização da técnica de massinha. A história narrada nos fala de uma relação de amizade que surgiu entre dois seres distintos: um homem e um pequenino e indefeso peixe e a trama se desenvolve de modo que o fim da história é inesperada para o telespectador. Desse modo, utilizaremos o curta de forma que, numa análise lúdica e de leitura das imagens, o educando possa propor sua própria leitura das seqüências lógicas das cenas, possibilitando-o a produção de outras possibilidades de leitura.
Objetivos
Possibilitar que os alunos adquiram sólidos conhecimentos e habilidades, para que desenvolvam hábitos de leitura e escrita/interpretação e técnicas de trabalho através do uso das linguagens verbal e não verbal buscando desenvolver sua expressividade, construírem sentidos e informações a partir da interação que estabelece com o mundo.
Analisar, comparar e distinguir diferentes linguagens;
Utilizar-se das tecnologias da comunicação e informação;
Situação Didática:
Como fora dito este plano de aula é uma das ações do projeto de Linguagem que está em desenvolvimento e como já estamos trabalhando com o uso da linguagem mista, continuaremos nesta perspectiva.
1º Passo:
Exibiremos o curta “Velha História” sem o áudio para os alunos assistirem somente observando a seqüência de imagens;
Após assistirem o vídeo, os alunos terão a oportunidade de produzirem um texto escrito de acordo com a leitura de imagem realizada por eles durante o filme;
2º Passo
Assistirão ao filme novamente com áudio e para que analisem e relacionem a leitura feita por eles e o conto. Nesse momento terão também contato com o texto escrito (obra Velha História);
Neste passo, oportunizaremos o debate e reflexões sobre as importâncias das diversas possibilidades de leitura do aluno.
CONTO – VELHA HISTÓRIA.
MARIO QUINTANA
Era uma vez um homem que estava pescando, Maria. Até que apanhou um peixinho! Mas o peixinho era tão pequenininho e inocente, e tinha um azulado tão indescritível nas escamas, que o homem ficou com pena. E retirou cuidadosamente o anzol e pincelou com iodo a garganta do coitadinho. Depois guardou-o no bolso traseiro das calças, para que o animalzinho sarasse no quente. E desde então, ficaram inseparáveis. Aonde o homem ia, o peixinho o acompanhava, a trote, que nem um cachorrinho. Pelas calçadas. Pelos elevadores. Pelo café. Como era tocante vê-los no "17"! o homem, grave, de preto, com uma das mãos segurando a xícara de fumegante moca, com a outra lendo o jornal, com a outra fumando, com a outra cuidando do peixinho, enquanto este, silencioso e levemente melancólico, tomava laranjada por um canudinho especial...
Ora, um dia o homem e o peixinho passeavam à margem do rio onde o segundo dos dois fora pescado. E eis que os olhos do primeiro se encheram de lágrimas. E disse o homem ao peixinho: "Não, não me assiste o direito de te guardar comigo. Por que roubar-te por mais tempo ao carinho do teu pai, da tua mãe, dos teus irmãozinhos, da tua tia solteira? Não, não e não! Volta para o seio da tua família. E viva eu cá na terra sempre triste!..." Dito isso, verteu copioso pranto e, desviando o rosto, atirou o peixinho n’água. E a água fez redemoinho, que foi depois serenando, serenando... até que o peixinho morreu afogado..."
(Quintana, 1976, p. 105)
3º Passo
De posse das produções escritas produzidas pelos alunos ao assistirem a seqüência de imagens e do Conto “Velha História” de Mário Quintana os alunos serão incentivados a produzirem uma análise em que fazem uma relação entre os dois textos (diferenças e semelhanças entre a idéia do autor e a possibilidade de leitura oferecida pela seqüência de imagens do curta assistida sem o recurso do áudio. Neste momento estaremos instigando a escrita de análise comparativa.
4° Passo
Utilizaremos um outro texto: “A águia que (quase) virou galinha” de Rubem Alves que será apresentado no formato POWER POINT estabelecendo uma relação de intertextualidade com o conto de Mário Quintana. Utilizaremos como recursos de interpretação, a leitura, debate e análise oral dos textos, instigando a importância da permanência de cada ser vivo em seu habitat, o respeito e amor mútuo por cada espécie.
5º Passo
Como último passo, solicitaremos aos alunos que faça uma produção escrita com um olhar intertextual para os textos trabalhados e o curta “Velha História” e que o mesmo seja desenvolvido utilizando-se do software HagáQuê, um editor de histórias em quadrinhos com fins pedagógicos.
Avaliação
Ficha de auto-avaliação, (o próprio aluno terá a oportunidade de se auto avaliar com respeito a sua participação durante o desenvolvimento das atividades propostas).
Avaliação da história produto final criada a partir da utilização do software HagáQuê. Valores: de 01 a 10 pontos.
Será avaliado os seguintes critérios:
Conteúdo
Criatividade
Originalidade
Participação do grupo no envolvimento do trabalho
Participação individual no coletivo do grupo.
O resultado final dos trabalhos dos alunos será publicado na internet, utilizando para tanto, o próprio software Hagáquê, bem como serão publicados no blogger oficial da escola.




