Linguagem e interação
NÃO HÁ MELHOR FRAGATA QUE UM LIVRO PARA NOS LEVAR A TERRAS DISTANTES (Emily Dickinson)

Olá, amigos blogueiros.

Este blog foi criado para troca de experiências em sala de aula.



A inspiração existe,

mas ela tem que nos encontrar trabalhando.

Pablo Picasso



O Barbeiro



Um homem foi ao barbeiro para cortar o cabelo, como ele sempre fazia. Começou a conversar com o barbeiro e falaram sobre vários assuntos. Conversa vai, conversa vem, eles começaram a falar sobre Deus.O barbeiro disse:- Eu não acredito que Deus exista como você diz.- Por que você diz isto? o cliente perguntou.- Bem, é muito simples. Você só precisa sair na rua para ver que Deus não existe. Se Deus existisse, você acha que existiriam tantas pessoas doentes e crianças abandonadas? Se Deus existisse não haveria dor ou sofrimento. Eu não consigo imaginar um Deus que permite todas essas coisas.O cliente pensou por um momento, mas ele não quis dar uma resposta para evitar uma discussão.O barbeiro terminou o trabalho e o cliente saiu.Neste momento, ele viu um homem na rua com barba e cabelos longos.Parecia que já fazia um bom tempo que ele não cortava o cabelo ou fazia a barba.Então o cliente voltou para a barbearia e disse ao barbeiro:- Sabe de uma coisa? Barbeiros não existem.- Como assim, eles não existem? Perguntou o barbeiro. Eu estou aqui e sou um barbeiro.- Não! Exclamou o cliente. Eles não existem porque se existissem não existiriam pessoas com barba e cabelos longos, como aquele que está andando ali na rua.- Ah, mas barbeiros existem, o que acontece é que as pessoas não me procuram, e isso é uma opção delas.- Exatamente. Afirmou o cliente. É justamente isso. Deus existe. O que acontece é que as pessoas não O procuram, pois é uma opção delas, e é por isso que há tanta dor e sofrimento no mundo. Está à espera de quê, vá até Deus para que Ele possa mudar a sua vida e se entregue de todo o seu coração e de todo o seu ser.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Café Literário

Dia 11 de Novembro ( Quinta Feira ) aconteceu na Escola Tancredo o " Café Literário", uma das ações do Projeto da Área de Linguagem.



CAFÉ LITERÁRIO
O que é ?
Mesclar o sabor do café com o prazer da leitura e escrita em um só evento!!!

Bem-vindo ao Café Literário! No cardápio de hoje, haverá exposição e apresentação de contos, crônicas e poesias dos escritores convidados e de alunos escritores. Aproxime-se, puxe uma cadeira e venha saborear o gosto pela literatura!
Café literário é um encontro de alunos, equipe de profissionais da educação e escritores da região e da comunidade local para juntos discutirem acerca da arte da leitura e escrita. Essa é a primeira versão do Café Literário na E.E. Presidente Tancredo de Almeida Neves experienciada pelas turmas de 1º ano (A1, A2, A3) que poderá se tornar uma prática pedagógica da escola a se estender para todo o colegiado.
Objetivos:
Ouvir os escritores sobre o seu dia a dia de produção, estimulando os alunos a viver a literatura.
D   Dar oportunidade para que os alunos possam também apresentar suas produções (poesias, crônicas, contos entre outros)
       Interagir junto aos escritores, com questionamentos sobre a Arte da Escrita;
       Apresentar obras de escritores de renome na literatura brasileira.
Estratégias:
R   Reunir com os alunos e apresentar antecipadamente o nome dos escritores que irão participar do Café Literário na Escola;
P   Propor que façam antecipadamente os questionamentos que pretendem fazer aos escritores;
      Os professores deverão após coletar os questionamentos realizar uma seleção prévia para ser apresentado aos escritores no dia do evento;
O   Os alunos terão oportunidade de apresentar suas produções pessoais, bem como de realizar leituras de obras de escritores famosos e solicitar aos escritores que possam tecer reflexões acerca das produções lidas;
O  O fechamento do Café Literário será feito pelo grupo de cursistas do Profuncionário que apresentarão uma peça teatral.
Avaliação
Será realizado um processo de avaliação pelos seguintes segmentos:
n    O coletivo dos alunos (verbal e escrita),
a    Avaliação verbal do evento pelos escritores convidados;
      Avaliação realizada pelos professores envolvidos no projeto, buscando levantar os pontos        relevantes e os que necessitam melhorar para o próximo evento;
Professores idealizadores do evento:
Laura neide de sousa ferreira pinheiro
Nilia santana costa brito.       
                                               Apreciem Alguns momentos:
                                            Escritores  Locais Convidados
                                                  Mesa pronta para Café
                                              Turmas de 1° ano prestigiando
                                             Livros dos escritores para sorteio
                                            Aluna Greyce recebendo seu prêmio
                                                Flavia participando do debate
                                                  Momento de degustação

                         Professoras idealizadoras e Formadora da área de Linguagem 

domingo, 31 de outubro de 2010

Textos selecionados pela escola Tancredo - Gênero Artigo de opinião

Áquila Junior - 3º ano A1 – 1° lugar Gênero Artigo de Opinião
HIDROVIA: UM CAOS NO ARAGUAIA

            São Félix do Araguaia é uma pequena cidade no interior de Mato Grosso, com uma população de apenas 10.713 habitantes (IBGE – 2007), conhecida principalmente por suas belas praias e pelo famoso rio Araguaia.

           Em 1995, o Governo Federal criou o Projeto de Construção “Hidrovia Araguaia Tocantins” (HATO) com o objetivo de reduzir os custos no escoamento da produção de soja no Centro-Oeste do país e, caso este projeto venha a ser aprovado, a hidrovia irá passar por 05 (cinco) Estados em que se localizam as 10 (dez) áreas de conservação, incluindo a maior ilha fluvial do mundo: a Ilha do Bananal.

           Penso que o Projeto HATO não pode e não deve sair do papel, pois, caso isso aconteça, esta construção irá incentivar ainda mais a destruição, a concentração de poder, terra, renda e irá “estrangular” a agricultura familiar.

           Minha concepção é a de que tal projeto não deva ser implantado de forma alguma, já que, sob todos os pontos de vista apresentados, sua implantação causará graves danos a ecossistemas preciosos por suas diversidades, tanto na fauna como na flora, pois os problemas serão imensos, o quanto nossa imaginação nem consegue prever.
O projeto não causar não somente impactos ambientais, mas também sociais e econômicos sobre as populações (comunidades ribeirinhas, pescadores que sobrevivem da pesca, entre outros) que sofrem influência do projeto.

             O fato também da necessidade de realizar 87 (oitenta e sete) explosões de dinamite, com o objetivo de destruir diques naturais de formações rochosas faz-me posicionar contra essa construção, pois com a remoção das rochas poderá causar grandes mudanças hidrológicas na biologia de importantes ecossistemas de pântanos situados ao longo do curso do rio afetando lugares com o pântano do rio e a Ilha do Bananal.

              A fauna, a flora, o extrativismo e a população serão afetados pelo projeto de construção da hidrovia, onde o autoritarismo é a única regra e a população nativa da região será absolutamente desconsiderada, pois o projeto só prevê a concentração de poder, renda e terra.
             Com esse empreendimento serão afetadas 35 (trinta e cinco) áreas indígenas, com uma população de 10.000 (dez mil) indivíduos. Motivados pela ameaça de extinção, as lideranças das tribos indígenas que estão sob ameaça se reuniram e fizeram um manifesto em oposição ao projeto dizendo que: “o projeto só prevê produção de soja. Isso só serve para engordar porco e galinha na Europa”. Nesse manifesto, os índios deixam uma pergunta que nos faz pensar: “Será que isso vale mais do que nossos rios, nossas vidas, matas e peixes?" (
http://www.bicopapagaioam.hpg.com.br/txt2_meio_hidrovia.htm).              Apesar de que a hidrovia será apenas uma faixa imaginária situada sobre o rio por onde circulam as embarcações, ocorrerão diversos impactos ambientais (mortes de animais e peixes, desmatamentos, etc), não só para todos os seres do rio, mas sim para a população em geral.

              Portanto, o rio Araguaia é uma beleza nata que não deve ser prejudicada por uma mera hidrovia e nós devemos intervir contra essa abominação do projeto HATO, pois mais vale ver o reflexo da lua no Araguaia, as matas tão verdejantes, as águas do Araguaia, as diversas espécies de peixes e animais, as praias lindas e encantadoras... do que ver todas essas belezas se destruírem com o passar dos tempos.

Johnny C. Luz - 2º A – 2 – 2° lugar Gênero Artigo de Opinião

S.O.S. atenda ao pedido de socorro da natureza.
Moro na cidade de São Félix do Araguaia, em Mato Grosso. É uma típica pequena cidade conservadora onde vivem famílias tradicionais e imigrantes. É uma cidade ainda bem verde, pois não é muito urbanizada. Nos períodos de julho, somos privilegiados com as belíssimas praias de água doce, que são visitadas por turistas nacionais e até internacionais.

           Nossa cidade possui uma rica vegetação de cerrado e uma belíssima fauna, sendo possível ver as margens do rio, aves em busca de seu alimento, bem como uma vasta espécie de peixes e muitos animais terrestres. Mas, todo esse recurso natural está sendo ameaçado pelos próprios moradores da cidade que desrespeitam o nosso habitat, jogando lixo em todo o lugar, principalmente às margens do rio. Penso que os humanos são seres rudes e ignorantes, pois são os únicos seres que não cuidam e destroem o lugar onde vive. O mais frustrante é saber que não é por falta de informação que isso acontece e sim por falta de consciência. Por exemplo, todos sabem que alguns objetos levam anos para se decomporem e os danos ao meio ambiente são muito graves.

           Ninguém quer ser tachado de poluidor, causador do aquecimento global. Mas, já parou para pensar se aquela bituca de cigarro esquecida no chão por você não foi à causadora de um grande incêndio? Ou se aquele copo descartável que você jogou no rio pode ter contribuído com as enchentes?

           Assim, é hora de revermos nossos conceitos e fazer algo para melhorar nosso ambiente e a cidade em que vivemos. Se cada um tomar consciência que devemos respeitar a natureza e fizermos nossa parte, podemos dar outro rumo ao futuro, garantindo uma vida melhor para nós e as gerações seguintes. Está na hora de atendermos ao pedido de socorro do meio ambiente, não agredindo a natureza e ter  consciência limpa!

Textos selecionados pela escola Tancredo - Gênero Crônica

Mônica Maria Ferreira de Sousa - 1º ano
REVELAÇÃO
          Eu me lembro como se fosse hoje! Eu ali sentada naquele velho banco azul da tinta desgastada. Recordo-me que estava lendo um livro de “Dom Quixote de La Mancha”, de suas aventuras por aí com “Sancho Pança”, cujo autor era “Miguel de Cervantes”. Lembro-me também que em minha pequena cidade de nome São Félix do Araguaia, já batia o ponteiro do relógio às 18:38... cuja igreja se localizava em frente a praça. O sol insistia em se pôr... aquele céu alaranjado, o vento batendo forte! Sim, ali era o paraíso...

             Os balanços faziam barulho, como se alguém estivesse ali, além de mim...Avistei uma pequena menina, de cabelos castanhos, olhos pretos como uma jabuticaba bem madura. Menina pura, de olhar fixo e ingênuo. Segurava-lhe um papel todo amassado; sim parecia ser de caderno reciclado. Na praça só havia eu, um cachorro sarnento e a menina. Não! Não era uma praça! Chamávamos de Cais! Mas, algo me chamou a atenção nela... não sei se pelo olhar fixo e misterioso em mim. Levantei-me, olhei ao redor, mas só restávamos nós mesmos. Com cautela, sentei ao seu lado, sem a mínima intimidade... afinal não a conhecia! Perguntei- lhe seu nome. Ela disse com um tom de medo:

—Lúcia!Lúcia tinha apenas 08 anos. Perguntei-lhe também o nome de seu pai e de sua mãe. Ela me disse: — Minha mãe chama-se também Lúcia e o meu pai Antônio.
Perguntei com mais curiosidade ainda onde estava sua família e o que ela fazia ali tão só! Ela demorou mais que o esperado para responder. E depois, com os olhos cheios de lágrimas, me disse: - Não tenho ninguém no mundo. E a minha única família está nesse pequeno pedaço de papel amassado.  Sem ao menos eu pedir, ela me entregou o papel que ainda continha a data. Fazia apenas 05 (cinco) dias que ela estava com ele... molhado de suas lágrimas, com dor de algo... algo que eu estaria prestes a descobrir. Bem devagar eu li:

—Filha, hoje a mamãe e o papai queria que soubesse que te amamos muito! Não pense que fomos embora e te deixamos... Minha pequena! Você tem só 08 anos, mas nesse tempo te ensinamos tudo que era preciso sobre a vida! Nós, seu pai e eu, naquela sexta-feira, conversamos com você, se lembra filha? Daí, naquela noite dormimos tão bem,  que decidimos não acordar mais. Sentimos muito, porém escondíamos algo de você, a viciada “Droga”! Pois bem, minha filhinha, entregue este bilhete ao seu irmão que senta todo dia no final da tarde nessa praça.
Diga-lhe que o amamos muito e que pedimos desculpas!
“Adeus. De: Lucia e Antônio.

Aluna: Ysllane M. Costa 1º A3 – 2° lugar Gênero Crônica

O GANDULA
E lá vai ele outra vez, entre os espinhos, enfrentando qualquer tipo de barreira. Nada pode impedir o gandula de buscar a bola, aliás, se não fosse ele o jogo não continuaria, porque quem iria buscar a bola no meio do mato, na casa do vizinho?

           O meu tio que mora numa cidadezinha pacata chamada São Félix do Araguaia, que se localiza no interior do Estado de Mato Grosso disse para mim:

           O gandula é sempre aquele menino ruim de bola ou que sofre algum tipo de deficiência ou intolerância. Mas mesmo os meninos do jogo desprezando o gandula, ele é muito importante no jogo, embora nunca jogue, ele não falta nenhum jogo.

          Ás cinco da tarde fui dar uma volta com o meu tio nessa cidadezinha que não é muito grande. É comum avistarmos campinhos de futebol. E lá estava, no cantinho do campo, o dito gandula. E então, de repente, a bola cai no meio de um canavial e todos, encabulados, olham de um lado para o outro como se dissessem: “lá eu não busco!!!”. Todos então olharam aquele gandula franzino, esperando que ele saísse correndo atrás da bola e nós, estávamos ali só observando.

          Mas aconteceu o inesperado. O gandula em um gesto simples pegou sua bicicleta e foi embora e os meninos muito decepcionados desistiram do jogo e também foram embora. Como estávamos a observar, comentei com o meu tio:

—É tio, ruim com ele, pior sem ele! Sem o gandula, não tem bola, nem jogo...


 
Dicas de especialistas para quem quer falar e escrever com objetividade


É importante... Saber o que quer                              
Ter clareza do objetivo a ser atingido. Valorizar o argumento concreto, não a crença subjetiva numa afirmação. Selecionar argumentos e vocabulário, de relevância social acessível.                                                                                      
Explicação – situação oral e escrita
"Essas três dicas estão na base de qualquer comunicação”. Eduardo Lopes, professor do Sistema Anglo de Ensino.

Economia narrativa
Construir períodos curtos, usar a voz ativa e a linguagem denotativa. Estudar, entender e exercitar estruturas de texto.

Situação escrita
“Com isso aprendemos de forma regrada, vemos que é o começo, a preposição, a argumentação, a conclusão e o fechamento. A partir disso, nos sentimos mais a vontade para dominar e transitar nessa estrutura.” Nelson Guarniero, professor de Publicidade.

Registro adequado                                                           
Respeitar o gênero do discurso em questão. 

Situação oral e escrita
“Com o enunciador está submetido ao gênero do discurso, o que é adequado em uma ocasião pode ser inadequado em outra. Então as outras regras dependem da situação e do publico.” Eduardo Lopes

Estar preparado
Formar uma base de cultura geral e acumular bagagem de leitura ajuda a distinguir aquilo que é mais descritivo, subjetivo, objetivo.

Situação oral e escrita
“Leia bastante para aprender a regra e saber usar a língua melhor. Conheci muitos redatores excelentes de idéias, mas na hora de colar no papel, por falta de hábito de formação de leitura, o resultado ficava devendo em qualidade. Não adianta ter uma boa idéia se você não consegue expressá-la bem”.  Nelson Guarniero.


Trechos extraídos da revista Língua Portuguesa / ano 4. Nº 56. Junho de 2010



domingo, 24 de outubro de 2010

Plano de aula sobre o Curta Velha Historia

Escola Estadual Pres. Tancredo de Almeida Neves
São Félix do Araguaia – MT
Professoras de Linguagem: Laura Neide de Sousa Ferreira Pinheiro e Nília Santana da Costa Brito


CURTA COM PERSONAGENS DE MASSINHA



TEMA - Leitura e Escrita: a linguagem (verbal e não-verbal): instrumento de construção da cidadania 

Introdução

A leitura e a escrita são ferramentas incontestáveis para a inclusão do indivíduo na sociedade, sendo da escola a responsabilidade de sistematizar esses saberes, através de projetos de intervenção que venham a contribuir para o crescimento social do indivíduo.
Quando se fala em leitura e escrita, logo se pensa ser de total e única responsabilidade do professor de língua portuguesa utilizar-se do texto para que haja uma aquisição significativa da linguagem. Entretanto, sabe-se que todas as disciplinas da educação básica alicerçam-se na necessidade de se ter domínio destas ferramentas para que se tenha um pleno entendimento e compreensão do que se pretende na disciplina. Deste modo, reconhecendo sua importância na sala de aula sugerimos como eixo temático do presente plano de aula a representação e comunicação através da linguagem verbal e não verbal, a serem desenvolvidas numa relação dialógica e interdisciplinar na área de linguagem, englobando as disciplinas: Língua Portuguesa, Arte, educação Física, Literatura, Língua Estrangeira, Informática e Comunicação (Educomradio).
Considerando como verazes as palavras de Cristóvão e Nascimento (2006, p.46) que afirmam ser “papel da escola assumir-se enquanto espaço oficial de intervenção para proporcionar ao aprendiz condições para que dominem o funcionamento textual com vistas a sua inserção”, é que nos propomos a trabalhar com as turmas de 1º ano do Ensino Médio, o curta “ A Velha História” baseado no conto de Mário Quintana, como uma das ações do Projeto da área de linguagem que está sendo desenvolvido na Escola Estadual Presidente Tancredo de Almeida Neves em São Félix do Araguaia – MT.
O curta baseado no conto “Velha História” de Mário Quintana é desenvolvido numa seqüência de cenas que comove o telespectador ao assistir, devido a delicadeza que se transmite a mensagem através da utilização da técnica de massinha. A história narrada nos fala de uma relação de amizade que surgiu entre dois seres distintos: um homem e um pequenino e indefeso peixe e a trama se desenvolve de modo que o fim da história é inesperada para o telespectador. Desse modo, utilizaremos o curta de forma que, numa análise lúdica e de leitura das imagens, o educando possa propor sua própria leitura das seqüências lógicas das cenas, possibilitando-o a produção de outras possibilidades de leitura.


Objetivos

 Possibilitar que os alunos adquiram sólidos conhecimentos e habilidades, para que desenvolvam hábitos de leitura e escrita/interpretação e técnicas de trabalho através do uso das linguagens verbal e não verbal buscando desenvolver sua expressividade, construírem sentidos e informações a partir da interação que estabelece com o mundo.
 Analisar, comparar e distinguir diferentes linguagens;
 Utilizar-se das tecnologias da comunicação e informação;

Situação Didática:

Como fora dito este plano de aula é uma das ações do projeto de Linguagem que está em desenvolvimento e como já estamos trabalhando com o uso da linguagem mista, continuaremos nesta perspectiva.

1º Passo:

Exibiremos o curta “Velha História” sem o áudio para os alunos assistirem somente observando a seqüência de imagens;
Após assistirem o vídeo, os alunos terão a oportunidade de produzirem um texto escrito de acordo com a leitura de imagem realizada por eles durante o filme;


2º Passo


Assistirão ao filme novamente com áudio e para que analisem e relacionem a leitura feita por eles e o conto. Nesse momento terão também contato com o texto escrito (obra Velha História);
Neste passo, oportunizaremos o debate e reflexões sobre as importâncias das diversas possibilidades de leitura do aluno.

CONTO – VELHA HISTÓRIA.
MARIO QUINTANA



Era uma vez um homem que estava pescando, Maria. Até que apanhou um peixinho! Mas o peixinho era tão pequenininho e inocente, e tinha um azulado tão indescritível nas escamas, que o homem ficou com pena. E retirou cuidadosamente o anzol e pincelou com iodo a garganta do coitadinho. Depois guardou-o no bolso traseiro das calças, para que o animalzinho sarasse no quente. E desde então, ficaram inseparáveis. Aonde o homem ia, o peixinho o acompanhava, a trote, que nem um cachorrinho. Pelas calçadas. Pelos elevadores. Pelo café. Como era tocante vê-los no "17"! o homem, grave, de preto, com uma das mãos segurando a xícara de fumegante moca, com a outra lendo o jornal, com a outra fumando, com a outra cuidando do peixinho, enquanto este, silencioso e levemente melancólico, tomava laranjada por um canudinho especial...
Ora, um dia o homem e o peixinho passeavam à margem do rio onde o segundo dos dois fora pescado. E eis que os olhos do primeiro se encheram de lágrimas. E disse o homem ao peixinho: "Não, não me assiste o direito de te guardar comigo. Por que roubar-te por mais tempo ao carinho do teu pai, da tua mãe, dos teus irmãozinhos, da tua tia solteira? Não, não e não! Volta para o seio da tua família. E viva eu cá na terra sempre triste!..." Dito isso, verteu copioso pranto e, desviando o rosto, atirou o peixinho n’água. E a água fez redemoinho, que foi depois serenando, serenando... até que o peixinho morreu afogado..."
(Quintana, 1976, p. 105)


3º Passo


De posse das produções escritas produzidas pelos alunos ao assistirem a seqüência de imagens e do Conto “Velha História” de Mário Quintana os alunos serão incentivados a produzirem uma análise em que fazem uma relação entre os dois textos (diferenças e semelhanças entre a idéia do autor e a possibilidade de leitura oferecida pela seqüência de imagens do curta assistida sem o recurso do áudio. Neste momento estaremos instigando a escrita de análise comparativa.

4° Passo


Utilizaremos um outro texto: “A águia que (quase) virou galinha” de Rubem Alves que será apresentado no formato POWER POINT estabelecendo uma relação de intertextualidade com o conto de Mário Quintana. Utilizaremos como recursos de interpretação, a leitura, debate e análise oral dos textos, instigando a importância da permanência de cada ser vivo em seu habitat, o respeito e amor mútuo por cada espécie.

5º Passo
Como último passo, solicitaremos aos alunos que faça uma produção escrita com um olhar intertextual para os textos trabalhados e o curta “Velha História” e que o mesmo seja desenvolvido utilizando-se do software HagáQuê, um editor de histórias em quadrinhos com fins pedagógicos.

Avaliação
Ficha de auto-avaliação, (o próprio aluno terá a oportunidade de se auto avaliar com respeito a sua participação durante o desenvolvimento das atividades propostas).
Avaliação da história produto final criada a partir da utilização do software HagáQuê. Valores: de 01 a 10 pontos.
Será avaliado os seguintes critérios:
Conteúdo
Criatividade
Originalidade
Participação do grupo no envolvimento do trabalho
Participação individual no coletivo do grupo.

O resultado final dos trabalhos dos alunos será publicado na internet, utilizando para tanto, o próprio software Hagáquê, bem como serão publicados no blogger oficial da escola.