Linguagem e interação
NÃO HÁ MELHOR FRAGATA QUE UM LIVRO PARA NOS LEVAR A TERRAS DISTANTES (Emily Dickinson)

Olá, amigos blogueiros.

Este blog foi criado para troca de experiências em sala de aula.



A inspiração existe,

mas ela tem que nos encontrar trabalhando.

Pablo Picasso



O Barbeiro



Um homem foi ao barbeiro para cortar o cabelo, como ele sempre fazia. Começou a conversar com o barbeiro e falaram sobre vários assuntos. Conversa vai, conversa vem, eles começaram a falar sobre Deus.O barbeiro disse:- Eu não acredito que Deus exista como você diz.- Por que você diz isto? o cliente perguntou.- Bem, é muito simples. Você só precisa sair na rua para ver que Deus não existe. Se Deus existisse, você acha que existiriam tantas pessoas doentes e crianças abandonadas? Se Deus existisse não haveria dor ou sofrimento. Eu não consigo imaginar um Deus que permite todas essas coisas.O cliente pensou por um momento, mas ele não quis dar uma resposta para evitar uma discussão.O barbeiro terminou o trabalho e o cliente saiu.Neste momento, ele viu um homem na rua com barba e cabelos longos.Parecia que já fazia um bom tempo que ele não cortava o cabelo ou fazia a barba.Então o cliente voltou para a barbearia e disse ao barbeiro:- Sabe de uma coisa? Barbeiros não existem.- Como assim, eles não existem? Perguntou o barbeiro. Eu estou aqui e sou um barbeiro.- Não! Exclamou o cliente. Eles não existem porque se existissem não existiriam pessoas com barba e cabelos longos, como aquele que está andando ali na rua.- Ah, mas barbeiros existem, o que acontece é que as pessoas não me procuram, e isso é uma opção delas.- Exatamente. Afirmou o cliente. É justamente isso. Deus existe. O que acontece é que as pessoas não O procuram, pois é uma opção delas, e é por isso que há tanta dor e sofrimento no mundo. Está à espera de quê, vá até Deus para que Ele possa mudar a sua vida e se entregue de todo o seu coração e de todo o seu ser.


domingo, 31 de outubro de 2010

Textos selecionados pela escola Tancredo - Gênero Crônica

Mônica Maria Ferreira de Sousa - 1º ano
REVELAÇÃO
          Eu me lembro como se fosse hoje! Eu ali sentada naquele velho banco azul da tinta desgastada. Recordo-me que estava lendo um livro de “Dom Quixote de La Mancha”, de suas aventuras por aí com “Sancho Pança”, cujo autor era “Miguel de Cervantes”. Lembro-me também que em minha pequena cidade de nome São Félix do Araguaia, já batia o ponteiro do relógio às 18:38... cuja igreja se localizava em frente a praça. O sol insistia em se pôr... aquele céu alaranjado, o vento batendo forte! Sim, ali era o paraíso...

             Os balanços faziam barulho, como se alguém estivesse ali, além de mim...Avistei uma pequena menina, de cabelos castanhos, olhos pretos como uma jabuticaba bem madura. Menina pura, de olhar fixo e ingênuo. Segurava-lhe um papel todo amassado; sim parecia ser de caderno reciclado. Na praça só havia eu, um cachorro sarnento e a menina. Não! Não era uma praça! Chamávamos de Cais! Mas, algo me chamou a atenção nela... não sei se pelo olhar fixo e misterioso em mim. Levantei-me, olhei ao redor, mas só restávamos nós mesmos. Com cautela, sentei ao seu lado, sem a mínima intimidade... afinal não a conhecia! Perguntei- lhe seu nome. Ela disse com um tom de medo:

—Lúcia!Lúcia tinha apenas 08 anos. Perguntei-lhe também o nome de seu pai e de sua mãe. Ela me disse: — Minha mãe chama-se também Lúcia e o meu pai Antônio.
Perguntei com mais curiosidade ainda onde estava sua família e o que ela fazia ali tão só! Ela demorou mais que o esperado para responder. E depois, com os olhos cheios de lágrimas, me disse: - Não tenho ninguém no mundo. E a minha única família está nesse pequeno pedaço de papel amassado.  Sem ao menos eu pedir, ela me entregou o papel que ainda continha a data. Fazia apenas 05 (cinco) dias que ela estava com ele... molhado de suas lágrimas, com dor de algo... algo que eu estaria prestes a descobrir. Bem devagar eu li:

—Filha, hoje a mamãe e o papai queria que soubesse que te amamos muito! Não pense que fomos embora e te deixamos... Minha pequena! Você tem só 08 anos, mas nesse tempo te ensinamos tudo que era preciso sobre a vida! Nós, seu pai e eu, naquela sexta-feira, conversamos com você, se lembra filha? Daí, naquela noite dormimos tão bem,  que decidimos não acordar mais. Sentimos muito, porém escondíamos algo de você, a viciada “Droga”! Pois bem, minha filhinha, entregue este bilhete ao seu irmão que senta todo dia no final da tarde nessa praça.
Diga-lhe que o amamos muito e que pedimos desculpas!
“Adeus. De: Lucia e Antônio.

Aluna: Ysllane M. Costa 1º A3 – 2° lugar Gênero Crônica

O GANDULA
E lá vai ele outra vez, entre os espinhos, enfrentando qualquer tipo de barreira. Nada pode impedir o gandula de buscar a bola, aliás, se não fosse ele o jogo não continuaria, porque quem iria buscar a bola no meio do mato, na casa do vizinho?

           O meu tio que mora numa cidadezinha pacata chamada São Félix do Araguaia, que se localiza no interior do Estado de Mato Grosso disse para mim:

           O gandula é sempre aquele menino ruim de bola ou que sofre algum tipo de deficiência ou intolerância. Mas mesmo os meninos do jogo desprezando o gandula, ele é muito importante no jogo, embora nunca jogue, ele não falta nenhum jogo.

          Ás cinco da tarde fui dar uma volta com o meu tio nessa cidadezinha que não é muito grande. É comum avistarmos campinhos de futebol. E lá estava, no cantinho do campo, o dito gandula. E então, de repente, a bola cai no meio de um canavial e todos, encabulados, olham de um lado para o outro como se dissessem: “lá eu não busco!!!”. Todos então olharam aquele gandula franzino, esperando que ele saísse correndo atrás da bola e nós, estávamos ali só observando.

          Mas aconteceu o inesperado. O gandula em um gesto simples pegou sua bicicleta e foi embora e os meninos muito decepcionados desistiram do jogo e também foram embora. Como estávamos a observar, comentei com o meu tio:

—É tio, ruim com ele, pior sem ele! Sem o gandula, não tem bola, nem jogo...